sexta-feira, 12 de agosto de 2011
OS ARQUIVOS DA DITADURA QUE OS MILITARES BRASILEIROS QUEREM OCULTAR
Documentos da ditadura militar brasileira, obtidos pelo jornal Página/12, trazem detalhes inéditos dos arquivos que a presidenta Dilma Rousseff quer tornar públicos. Militares resistem à divulgação desses arquivos. Matéria publicada neste domingo no jornal argentino traz informações sobre atuação de Azeredo da Silveira, chanceler do general Geisel, que antes de assumir o Itamaraty comandou a embaixada na Argentina, onde teria sido um "pioneiro do terrorismo de Estado regionalizado". Da leitura de centenas de papéis em poder do Página/12 fica claro que os contatos eram frequentes, e grande a afinidade dos militares brasileiros com os golpistas de 1976 na Argentina. A reportagem é de Dario Pignotti.
Dario Pignotti - Página/12
“O ex-presidente argentino Juan Perón esteve na mira dos serviços de Inteligência brasileiros. Isso é quase um fato. Participei de reuniões com ele, se pressentia que nos vigiavam. Se abrirem os arquivos da ditadura, como quer a presidenta Dilma, surgirão mais provas disso”.
A afirmação é de João Vicente Goulart, filho do ex-presidente João Melchior Goulart, Jango, amigo do general argentino por mais de duas décadas. Transcorridos 47 anos da derrubada Jango e 38 de seus últimos encontros com Perón, provavelmente espionados por agentes brasileiros, “é hora de terminar com esse longo silêncio, ainda vivemos de costas para a história dos anos 70 devido às pressões de grupos ligados ao terrorismo de Estado”, lamenta João Vicente.
Dilma Rousseff parece compartilhar essa preocupação e, na semana passada, instruiu seus ministros, em particular a titular de Direitos Humanos, Maria do Rosário, para que convençam o Congresso a aprovar imediatamente o projeto sobre a Comissão da Verdade, contra o qual se insubordinaram os chefes das forças armadas em dezembro de 2009.
“Certo dia estava em um hotel de Madri, com papai, atendi o telefone e alguém me disse: “Quero falar com Janguito, diga que sou o general Juan Perón. Eu não podia acreditar, mas era verdade. Perón estava do outro lado da linha para convidar Jango para uma conversa na residência da Porta de Ferro. Creio que era o início de 1973”, relatou Goulart ao Página/12.
“Em uma ocasião, falou-se da possibilidade de haver um acordo. Meu pai (fazendeiro) venderia carnes no marco de um plano trienal que iria ser implementado pelo governo peronista, mas que fracassou por influências do bruxo”, apelido pelo qual era conhecido José López Rega. “Ocorreram mais reuniões com Perón, outra foi em Buenos Aires. Lembro que algumas pessoas nos diziam que os serviços de Inteligência estavam rondando por ali”.
Algo parecido ocorria com o ditador Ernesto Geisel, que se referia ao argentino como a “Múmia” e o excluiu de sua cerimônia de posse, no início de 1974, da qual participaram o chileno Augusto Pinochet, o boliviano Hugo Banzer e o uruguaio Juan María Bordaberry. Geisel iniciou um período de mudanças na política externa, conhecido como “pragmatismo responsável”, caracterizado pela abertura de relações com países do Terceiro Mundo e menor alinhamento com os Estados Unidos. Este giro não implicava o fim da estratégia de contenção do comunismo. Outra marca de sua política externa foi a intensa, e por vezes contraditória, relação com o secretário de Estado, Henry Kissinger. Nenhum chanceler teve mais sintonia com Kissinger do que Francisco Azeredo da Silveira, que esteve no cargo durante o quinquênio de Geisel.
Antes disso, Azeredo comandou a embaixada na Argentina, “onde foi um pioneiro do terrorismo de Estado regionalizado; em 1970 foi o responsável pelo sequestro em Buenos Aires e transporte ilegal ao Brasil do coronel Jefferson Cardin, um militar nacionalista e brizolista que foi meu companheiro na prisão do Rio de Janeiro”, diz Jarbas Silva Marques, prisioneiro político entre 1967 e 1977. “Jefferson Cardin me disse na prisão do Rio que Azeredo da Silveira, sendo chanceler, sabia tudo sobre a Argentina e certamente sabia dessa possível espionagem sobre Perón e mandava a embaixada colaborar com os golpistas”.
“Essa é uma história pesada, estamos falando do chefe da diplomacia brasileira entre 1974 e 1979. De uma política de Estado. Até hoje há gente querendo esconder essa história debaixo do tapete, há muita pressão. Vemos o presidente do Senado, José Sarney, fazendo lobby a favor dos militares para impedir que Dilma abra os arquivos, disse Silva Marques ao Página/12.
É impossível fazer uma reconstrução acabada de todos os movimentos da diplomacia brasileira e seus pactos com os golpistas argentinos, devido à falta de documentação suficiente. Da leitura de centenas de papéis em poder do Página/12 fica claro que os contatos eram frequentes, e grande a afinidade com aqueles que perpetrariam o golpe de 1976. A guerra suja já lançada então contra a “subversão” era aprovada.
O telegrama “secreto” enviado pela embaixada brasileira no dia 3 de setembro de 1975 dá conta de uma “longa conversa” com os “comandantes Jorge Videla e Eduardo Massera”, que expressaram seu interesse em “estimular por todos os meios a aproximação das Forças Armadas” de ambos os países. Em outra mensagem “confidencial”, de 19 de fevereiro de 1975, fala-se sem eufemismos da coordenação repressiva. A nota relata um encontro oficial de diplomatas brasileiros com o ministro da Defesa argentino, Adolfo Savino, quando se tratou com “total franqueza da necessidade de um profundo entendimento de nossos países frente aos inimigos comuns da subversão”.
Durante sua conversa com o Página/12, o filho de João Goulart e Jarbas Silva Marques lamentaram o “atraso” histórico do Brasil frente a Argentina, o Chile e o Uruguai, onde “houve um ajuste de contas com a história e a verdade”, mas manifestaram esperança de que essa situação possa ser revertida. Eles, assim como vários organismos de direitos humanos, confiam no compromisso com a verdade assumido por Dilma Rousseff, vítima de prisão e torturas durante o regime militar, assim como na pressão internacional. Citam o exemplo da decisão da Corte Interamericana de Direitos Humanos que condenou o Estado brasileiro por não julgar os crimes da ditadura.
Tradução: Katarina Peixoto
A afirmação é de João Vicente Goulart, filho do ex-presidente João Melchior Goulart, Jango, amigo do general argentino por mais de duas décadas. Transcorridos 47 anos da derrubada Jango e 38 de seus últimos encontros com Perón, provavelmente espionados por agentes brasileiros, “é hora de terminar com esse longo silêncio, ainda vivemos de costas para a história dos anos 70 devido às pressões de grupos ligados ao terrorismo de Estado”, lamenta João Vicente.
Dilma Rousseff parece compartilhar essa preocupação e, na semana passada, instruiu seus ministros, em particular a titular de Direitos Humanos, Maria do Rosário, para que convençam o Congresso a aprovar imediatamente o projeto sobre a Comissão da Verdade, contra o qual se insubordinaram os chefes das forças armadas em dezembro de 2009.
“Certo dia estava em um hotel de Madri, com papai, atendi o telefone e alguém me disse: “Quero falar com Janguito, diga que sou o general Juan Perón. Eu não podia acreditar, mas era verdade. Perón estava do outro lado da linha para convidar Jango para uma conversa na residência da Porta de Ferro. Creio que era o início de 1973”, relatou Goulart ao Página/12.
“Em uma ocasião, falou-se da possibilidade de haver um acordo. Meu pai (fazendeiro) venderia carnes no marco de um plano trienal que iria ser implementado pelo governo peronista, mas que fracassou por influências do bruxo”, apelido pelo qual era conhecido José López Rega. “Ocorreram mais reuniões com Perón, outra foi em Buenos Aires. Lembro que algumas pessoas nos diziam que os serviços de Inteligência estavam rondando por ali”.
Algo parecido ocorria com o ditador Ernesto Geisel, que se referia ao argentino como a “Múmia” e o excluiu de sua cerimônia de posse, no início de 1974, da qual participaram o chileno Augusto Pinochet, o boliviano Hugo Banzer e o uruguaio Juan María Bordaberry. Geisel iniciou um período de mudanças na política externa, conhecido como “pragmatismo responsável”, caracterizado pela abertura de relações com países do Terceiro Mundo e menor alinhamento com os Estados Unidos. Este giro não implicava o fim da estratégia de contenção do comunismo. Outra marca de sua política externa foi a intensa, e por vezes contraditória, relação com o secretário de Estado, Henry Kissinger. Nenhum chanceler teve mais sintonia com Kissinger do que Francisco Azeredo da Silveira, que esteve no cargo durante o quinquênio de Geisel.
Antes disso, Azeredo comandou a embaixada na Argentina, “onde foi um pioneiro do terrorismo de Estado regionalizado; em 1970 foi o responsável pelo sequestro em Buenos Aires e transporte ilegal ao Brasil do coronel Jefferson Cardin, um militar nacionalista e brizolista que foi meu companheiro na prisão do Rio de Janeiro”, diz Jarbas Silva Marques, prisioneiro político entre 1967 e 1977. “Jefferson Cardin me disse na prisão do Rio que Azeredo da Silveira, sendo chanceler, sabia tudo sobre a Argentina e certamente sabia dessa possível espionagem sobre Perón e mandava a embaixada colaborar com os golpistas”.
“Essa é uma história pesada, estamos falando do chefe da diplomacia brasileira entre 1974 e 1979. De uma política de Estado. Até hoje há gente querendo esconder essa história debaixo do tapete, há muita pressão. Vemos o presidente do Senado, José Sarney, fazendo lobby a favor dos militares para impedir que Dilma abra os arquivos, disse Silva Marques ao Página/12.
É impossível fazer uma reconstrução acabada de todos os movimentos da diplomacia brasileira e seus pactos com os golpistas argentinos, devido à falta de documentação suficiente. Da leitura de centenas de papéis em poder do Página/12 fica claro que os contatos eram frequentes, e grande a afinidade com aqueles que perpetrariam o golpe de 1976. A guerra suja já lançada então contra a “subversão” era aprovada.
O telegrama “secreto” enviado pela embaixada brasileira no dia 3 de setembro de 1975 dá conta de uma “longa conversa” com os “comandantes Jorge Videla e Eduardo Massera”, que expressaram seu interesse em “estimular por todos os meios a aproximação das Forças Armadas” de ambos os países. Em outra mensagem “confidencial”, de 19 de fevereiro de 1975, fala-se sem eufemismos da coordenação repressiva. A nota relata um encontro oficial de diplomatas brasileiros com o ministro da Defesa argentino, Adolfo Savino, quando se tratou com “total franqueza da necessidade de um profundo entendimento de nossos países frente aos inimigos comuns da subversão”.
Durante sua conversa com o Página/12, o filho de João Goulart e Jarbas Silva Marques lamentaram o “atraso” histórico do Brasil frente a Argentina, o Chile e o Uruguai, onde “houve um ajuste de contas com a história e a verdade”, mas manifestaram esperança de que essa situação possa ser revertida. Eles, assim como vários organismos de direitos humanos, confiam no compromisso com a verdade assumido por Dilma Rousseff, vítima de prisão e torturas durante o regime militar, assim como na pressão internacional. Citam o exemplo da decisão da Corte Interamericana de Direitos Humanos que condenou o Estado brasileiro por não julgar os crimes da ditadura.
Tradução: Katarina Peixoto
sábado, 6 de agosto de 2011
O GOLPE DE 1964 E A OPERAÇÃO CONDOR
No dia 1o de abril, o Golpe Civil-Militar de 1964, que destituiu e exilou o governador Miguel Arraes e o presidente João ‘Jango’ Goulart, completa hoje exatos 44 anos. Mas, infelizmente, muitas histórias relacionadas ao regime militar (1964-85), sobretudo aos ‘anos de chumbo’, ainda são desconhecidas, apesar dos esforços de muitos para que o governo Lula abra os arquivos oficiais sobre o período. E das inúmeras promessas dos presidentes desde o retorno à democracia: Collor, Itamar, FHC e Lula, em especial dos dois últimos, que tiveram condições mais favoráveis e, por suas trajetórias pessoais, legitimidade para tanto.
Assim, um dos episódios mais terríveis do período continua encoberto sob espessas e inertes nuvens. Refiro-me à Operação Condor, a aliança firmada entre militares do Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai, Chile e Bolívia destinada a monitorar, perseguir e, eventualmente, eliminar as principais lideranças oposicionistas às ditaduras na América do Sul. Tudo sob a benção dos EUA e o pretexto do combate ao terrorismo na região. Tratava-se de cooperação entre as forças de repressão daqueles países para eliminar as lideranças que, em um eventual retorno à democracia, pudessem reassumir seus mandatos e comandar rigorosa apuração sobre crimes cometidos pelos militares.
A Operação Condor funcionou ativamente na segunda metade da década de 1970, época em que Miguel Arraes, exilado na Argélia, foi informado pelo governo local sobre a ação. Apesar da relevância dos acontecimentos que se sucederam, só nos últimos anos de vida, o ex-governador falou sobre o tema. Em suas duas últimas longas entrevistas, ambas sobre as origens e conseqüências do Golpe de 1964, concedidas para dois projetos da Fundação Joaquim Nabuco em parceria com o Jornal do Commercio, Arraes deu detalhes de como tudo ocorreu. As entrevistas fazem parte do livro A Nova República – Visões da Redemocratização (CEPE, 2006), escrito em colaboração com os jornalistas Sérgio Montenegro Filho e Paulo Sérgio Scarpa.
Na ocasião, Arraes rememorou encontros com interlocutores do coronel argelino Sulleiman Hoffman, assessor para assuntos internacionais do presidente Houari Boumedienne, ocorridos no início de 1976. É Arraes mesmo quem conta o que ouvi deles: “Havia uma decisão da linha dura de assassinar todos aqueles que tinham certa influência em seus países. Porque eles estariam prevendo um recuo do processo de militarização. Mas, para recuar, precisariam aniquilar esses homens, que tinham influência, para poder ter controle sobre o processo mais aberto”. E foi orientado para avisar aos exilados brasileiros. Pouco tempo depois, lembrou, foram assassinados o senador Zelmar Michelini e o deputado Héctor Gutiérrez Ruiz, ambos uruguaios (maio); o presidente deposto da Bolívia, o general Juan José Torres (junho); e o ex-embaixador do Chile nos EUA, Orlando Letelier (setembro).
Através de emissários, Arraes informou a Leonel Brizola, que cambiou o Uruguai, onde estava exilado desde 1964, pelos EUA, e encontrou-se pessoalmente com o ex-presidente Jango, em Zurique, na Suíça. Jango, que permaneceu no Uruguai, morreria em dezembro de 1976, apenas quatro meses depois da morte do ex-presidente JK. Já Carlos Lacerda morreria em maio de 1977, ano em que quase todo o Comitê Central do PCB foi dizimado. “Eu não posso dizer que Juscelino não morreu num acidente, que a morte de Goulart não foi natural, ou mesmo a de Carlos Lacerda. O que eu posso dizer é que eles estavam condenados à morte. A condenação estava feita e foi comunicada. Então, eu não posso entender como três homens importantes no Brasil, cada um à sua maneira, morreram numa sucessão de meses…”, concluiu Arraes. É relevante destacar que, em 1966, JK (PSD) e Jango (PTB), as maiores lideranças de seus extintos partidos, tinham sido procurados pelo inimigo comum Carlos Lacerda, maior liderança da UDN, para constituir a Frente Ampla – de vida curta – contra o regime militar.
Hoje, apenas a insistência do governo Lula em não abrir os arquivos da ditadura – ou, pelo menos, o que dele restou – faz a tese de Arraes parecer conspiratória. Aliás, o ex-ministro de três dos cinco governos militares, o coronel reformado Jarbas Passarinho, confirmou, em entrevista à Folha de S.Paulo, em janeiro deste ano, a existência da Operação Condor. E, como mostrou Elio Gaspari, em A Ditadura Derrotada (pág. 324), em 1974, o general-presidente Ernesto Geisel já considerava legítimo matar opositores. Agora, juízes italianos e espanhóis mostram-se dispostos a investigar brasileiros envolvidos na operação. E o espião uruguaio responsável por vigiar Jango foi localizado e preso. Tais fatos deveriam ser suficientes para que o governo Lula saldasse uma enorme dívida do Estado brasileiro com a cidadania: o direito à verdade.
* Tulio Velho Barreto é cientista político e pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco, Túlio Velho Barreto é um dos organizadores de Na Trilha do Golpe – 1964 Revistado (Massangana, 2004) e um dos autores de A Nova República – Visões da Redemocratização (CEPE, 2006), dentre outros.
extraído do blog http://acertodecontas.blog.br/artigos/o-golpe-de-1964-e-a-operao-condor/
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
ATA DO ENSAIO DE 02/08/2011
Estiveram presentes neste último ensaio: Alexandre e Ricardo. Por motivos justificados não compareceram Cristiane, Cesar e Luisa. Para nossa alegria, a Professora Renata Feital participou da reunião nos orientando em todo decorrer do ensaio.Nossos agradecimentos à Mestra.
Assembleia Popular de Cuba: semanas decisivas para Gerardo
Para muitos, o verão é um período de férias. No entanto, deveremos intensificar nesse período o trabalho sistemático para colocar em prática as novas diretrizes estabelecidas do 6º Congresso do Partido Comunista e as decisões da Assembleia do Governo para atualizar e aperfeiçoar o socialismo cubano.
Manifestantes pedem a Obama que solte os cinco cubanos presos nos EUA
Da mesma maneira, devemos elevar a um plano superior a luta pela liberação dos cinco socialistas cubanos Gerardo Hernández Nordelo, Ramón Labañino, Antonio Guerrero, Fernando e René González.
É o momento de multiplicar sem descanso as ações para demolir o muro de silêncio que permite Washington perpetuar a injustiça. Os chamados “jornalistas” de Miami – que caluniaram nossos companheiros, provocaram e ameaçaram os membros do tribunal apesar dos protestos da própria juíza – devem entregar as informações que escondem.
Deve-se exigir que mostrem as imagens de satélites que ocultam há 15 anos – certamente porque guardavam a mentira norte-americana sobre a localização do incidente de 24 de fevereiro de 1996. Devemos reclamar, mais uma vez, aos chamados meios de comunicação que eliminaram a censura que havia imposto ao documento em que Washington admitiu, há dez anos, a impossibilidade de sustentar sua principal acusação contra Gerardo.
As próximas semanas serão decisivas para a conclusão do processo de habeas corpus de Gerardo e como tem ocorrido em ocasiões anteriores, ele enfrenta novos e graves obstáculos que se somam a sua já muito difícil situação carcerária e constituem uma clara violação aos seus direitos e às próprias normas norte-americanas.
Nesta etapa crucial, foram criadas dificuldades adicionais para a comunicação com os advogados e com os funcionários consulares cubanos. O acesso a correspondência é restrito e impedido. Diante dessa situação, proponho que adotemos o seguinte acordo:
A Assembleia Nacional do Poder Popular exige das autoridades norte-americanas que ponham um fim imediato ao tratamento injusto e ilegal contra Gerardo Hernández Nordelo e conta com o apoio da mais ampla solidariedade de parlamentares e pessoas honestas até conseguir a liberdade de nossos cinco companheiros e o regresso imediato para a nossa Pátria.
Fonte: Cuba Debate
extraído do site http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=160378&id_secao=7
Da mesma maneira, devemos elevar a um plano superior a luta pela liberação dos cinco socialistas cubanos Gerardo Hernández Nordelo, Ramón Labañino, Antonio Guerrero, Fernando e René González.
É o momento de multiplicar sem descanso as ações para demolir o muro de silêncio que permite Washington perpetuar a injustiça. Os chamados “jornalistas” de Miami – que caluniaram nossos companheiros, provocaram e ameaçaram os membros do tribunal apesar dos protestos da própria juíza – devem entregar as informações que escondem.
Deve-se exigir que mostrem as imagens de satélites que ocultam há 15 anos – certamente porque guardavam a mentira norte-americana sobre a localização do incidente de 24 de fevereiro de 1996. Devemos reclamar, mais uma vez, aos chamados meios de comunicação que eliminaram a censura que havia imposto ao documento em que Washington admitiu, há dez anos, a impossibilidade de sustentar sua principal acusação contra Gerardo.
As próximas semanas serão decisivas para a conclusão do processo de habeas corpus de Gerardo e como tem ocorrido em ocasiões anteriores, ele enfrenta novos e graves obstáculos que se somam a sua já muito difícil situação carcerária e constituem uma clara violação aos seus direitos e às próprias normas norte-americanas.
Nesta etapa crucial, foram criadas dificuldades adicionais para a comunicação com os advogados e com os funcionários consulares cubanos. O acesso a correspondência é restrito e impedido. Diante dessa situação, proponho que adotemos o seguinte acordo:
A Assembleia Nacional do Poder Popular exige das autoridades norte-americanas que ponham um fim imediato ao tratamento injusto e ilegal contra Gerardo Hernández Nordelo e conta com o apoio da mais ampla solidariedade de parlamentares e pessoas honestas até conseguir a liberdade de nossos cinco companheiros e o regresso imediato para a nossa Pátria.
Fonte: Cuba Debate
extraído do site http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=160378&id_secao=7
terça-feira, 2 de agosto de 2011
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
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